História de Papagaios - Câmara Municipal de Papagaios

O Município

História da Cidade

Em 1771, conforme ordem do Conde de Valladares, Governador da Capitania de Minas Gerais, foi construído pelo capitão Inácio de Oliveira Campos um importante caminho no sertão desta região. Este caminho partiu de Pitangui, passou pelo Rio do Peixe, povoado do Papagaio, beirou as terras de Pompéu Velho, chegou ao arraial do Buriti da Estrada – hoje cidade de Pompéu, atravessou o Rio São Francisco e chegou aos arraiais de Dores do Indaiá, Quartel Geral, Patrocínio e daí para Paracatu.

A tradição registra que no final do século XVIII, isto é, por volta de 1780, o casal Antônio Francisco Gonçalves Fraga e Dona Catarina Gonçalves Fraga já residiam na região, na sede da Fazenda Morrinhos, plantavam lavoura e criavam gado vacum e cavalos e possuíam carta de sesmaria.

O professor Bernardino Machado escreveu que na casa de um dos moradores, havia uma venda com um papagaio; as pessoas falavam: Vamos à Casa do Papagaio, daí o nome do povoado. O lugarejo foi crescendo e, em 30 de agosto de 1911, o povoado de Papagaio que pertencia a Maravilhas, pela Lei Estadual n° 556, foi elevado à categoria de distrito de Pitangui.

A demarcação dos limites do distrito de Papagaio foi feita pelo Coronel Diogo Gabriel de Castro Vasconcelos, mais tarde homenageado com o seu nome no primeiro grupo escolar da cidade.

O povoado crescia juntamente com o espírito empreendedor de seus habitantes, que sempre queriam o progresso e em 12 de dezembro de 1953, através da Lei Estadual n° 1039, foi elevado à categoria de município, com o nome de Papagaio, passando a denominar-se Papagaios por força da Lei Estadual 2764 de 30 de dezembro de 1962.


Nome do Município

A origem do nome tem duas versões:
A primeira diz da existência de um papagaio falador na região;
A segunda, de uma várzea conhecida como Várzea do Papagaio.
Origem do Nome: A primeira possibilidade é o fato de esta região ser rica em palmeiras de buritis e atrair muitas aves, principalmente os papagaios, que provocam um grande barulho e acabam atraindo os tropeiros para a região “Dos Papagaios”.

A outra versão vem da existência de uma casa de comércio, com um papagaio falador cujo dono recebia os tropeiros que por ali passavam para alimentar os animais, referindo-se a este lugar, como a “Casa do Papagaio”.




Características da Cidade

Região Metalúrgica. Tem 355 quilômetros de área, confrontando com a do Alto São Francisco. A BR-060 passa pelo município. Lá, as lavouras de soja vêm ocupando espaços cada vez mais importantes, ao lado do gado leiteiro, criação de frangos de corte e ovos. O carvão vegetal é comercializado com siderurgias de Sete Lagoas. Produz também cristal de rocha e ardósia.

O município de Papagaios, sozinho, é responsável por metade da produção nacional de ardósia, e o Brasil, por sua vez, é o segundo maior produtor mundial. Até pouco tempo, a cidade contava com 25 pedreiras e cerca de 200 indústrias de beneficiamento, que geram cerca de cinco mil empregos diretos e mais cinco mil indiretos.

"A casa do povo!"

Formação Administrativa

O povoado de Papagaio passou a pertencer a Maravilhas quando esta passou a distrito de Pitangui, pela Lei nº 211 de 07/04/1841 até 29/08/1911.
Pela Lei Estadual nº 556 de 30/08/1911, o povoado de Papagaio foi elevado à categoria de distrito de Pitangui e desmembrou-se de Maravilhas.
Pela Lei Estadual nº 1.039 de 12/12/1953, Papagaio foi elevado à categoria de município e em 20/01/1954, houve a instalação oficial do município.
De acordo com a divisão administrativa do Estado de Minas Gerais autorizada pela Lei Estadual nº 2.764 de 30/12/1962, assinada pelo Governador José de Magalhães Pinto, o município de Papagaio ficou com o nome de Papagaios.
O nome Papagaio continuou sendo usado por toda a população durante muitos anos.
Em 20/03/1990 foi feita a Lei Orgânica do Município e o artigo 5º, no capítulo II – Caracterização do município mencionava: Art. 5º - o município de Papagaio, Estado de Minas Gerais, criado pela Lei Estadual nº 1.039 de 12 de dezembro de 1953, divide-se administrativamente em áreas urbana, suburbana, povoado, zona rural.
No diploma da Lei Orgânica de 20 de março de 1990 está escrito: Câmara Municipal de Papagaios e assinado Papagaio.
Em 12 de junho de 2009 foi feita uma emenda à Lei Orgânica do Município de Papagaios, alterando entre outros o artigo 5º, no Capítulo II, que passou a ter a seguinte redação: Art. 5º - O Município de Papagaios, Estado de Minas Gerais, foi criado pela Lei Estadual nº 1.039 de 12 de dezembro de 1953 com a denominação de Papagaio, passando a denominar-se Papagaios por força da Lei Estadual nº 2.764 de 30 de dezembro de 1962.
Fonte: Prefeitura Municipal de Papagaios (MG); IBGE.

Principais fontes de atividades de Papagaios – MG


A extração de ardósia constitui importante atividade para a economia do município, tanto do ponto de vista de geração de receitas como para emprego da mão-de-obra. Existem pedreiras em atividade em diversos locais, assim como empresas dedicadas ao corte e processamento de pedras. A mineração de ardósia tem contribuído, inclusive, para o desenvolvimento da agropecuária local, uma vez que possibilitou a capitalização e alocação de recursos nas atividades de produção rural. Exemplos de articulações entre rural e urbano podem também ser percebidos em outros segmentos, como no caso da produção de madeira (eucalipto) destinada à produção de energia para a indústria cerâmica de Sete Lagoas.

Participação setorial na composição do PIB - MG:
Agropecuária: R$ 17.565.000,00
Indústria: R$ 40.962.000,00
Serviços: R$ 58.532.000,00
Impostos: R$ 9.343.000,00
Produto Interno Bruto: R$ 126.402.000,00

Fonte: IBGE (2010)

Algumas Curiosidades

Aniversário da Cidade: 20 de Janeiro

Clima:
Área: 552,8 m² | Altitude: Mínima de 650 e Máxima de 853

Temperatura:
Média Anual: 22,1
Média máxima anual: 29,2
Média mínima anual: 16,4
Índice pluviométrico anual: 1230,3 m

Temperatura Média:
22,1º C

Habitantes:
15.398 - Estimada para 2016

Habitantes Urbanos:
11.913

Habitantes Rurais:
2.255

Densidade populacional:
25,6 km2 C

Festas:
Comemora-se tradicionalmente as festas de São Sebastião, Aniversário da Cidade, Santa Luzia, Santo Antônio e Nossa Senhora Aparecida. Também são famosas as Exposições Agropecuárias e as festas juninas escolares.

Folclore e Cultura:
Dança de rua, dança de Santos Reis (Folia de Reis), Capoeira, Banda de Música Dárcio Maciel Ribeiro, Coral D. Petita, Fanfarra e vários artistas da Terra.

Culinária:
Frango com Quiabo, arroz com pequi, biscoito de queijo, frango ao molho pardo, feijoada, arroz de forno, doce de leite, pé de moleque e compotas de frutas.

Padroeiro: São Sebastião | Artesanato: Esculturas em madeira, ferro e ardósia.

Patrimônio Histórico:
Grupo Escolar Diogo de Castro, Biblioteca Municipal Dª. Ernestina Amorim, Associação Cultural Bartolomeu Campos de Queirós (Casa da Cultura), Matriz de São Sebastião, Igreja de Santo Antônio e residências particulares antigas.

Hidrografia: Rio Paraopeba e Rio São Francisco

Região Privilegiada

Localização:
Meso-região metropolitana
Belo Horizonte e na microrregião de Sete Lagoas
Região Central Mineira e Sudeste Brasileiro

Povoados e Distritos:
Vargem Grande, Costas, Riacho de Areia,
Boa Vista, Pontinha, Troncha, Bom Jardim,
Capivara, Boi Pintado e Córrego do Ouro.

Limites:
Pompéu à Oeste
Pitangui ao Sul
Maravilhas e Inhaúma ao Leste
Paraopeba e Curvelo ao Norte

Acesso Rodoviário: BR-262, BR-381, BR-431, BR-060

Distâncias: 143 km da Capital



O Que Visitar:
Associação Cultural Bartolomeu Campos de Queirós (Casa da Cultura), As mineradoras de ardósia, o Parque de Exposições e Eventos Hélio Filgueiras de Vasconcelos, onde se realizam campeonatos estaduais de motocross, apresentações culturais regionais e municipais, leilões de gado e saraus, etc.

Povoados:
Vargem Grande, Riacho de Areias, Boa Vista, Costa, Pontinha, Troncha, Capivara, Bom Jardim, Taquara, Boi Pintado, Buriti dos Veados, Córrego do Ouro e Aguada.

Sobre o Meio Ambiente e Formações Rochosas

Clima Regional:
O clima da região é classificado por KOPPEN como do tipo AW tropical semiúmido, caracterizado por uma regularidade térmica marcante, registrando uma amplitude anual em torno de 7-9ºc. A temperatura média dos meses mais frios (maio/junho/julho) e mais quentes (novembro/dezembro/janeiro) do ano é de 15º a 28º c, 8ºc respectivamente, com uma média anual que oscila entre 22ºc e 24ºc.
O índice pluviométrico da região, segundo dados da EPAMIG/UFV, varia entre 1.200 a 170 mm anuais, com média de 1.475 mm, distribuídos em duas estações bem definidas: Chuvosa e seca. No período chuvoso, de outubro a março, os meses de novembro, dezembro e janeiro são os que apresentam os maiores índices pluviométricos, com precipitação média de 283 mm. Na estação seca, os meses de junho, julho e agosto registram uma precipitação média de apenas 24 mm.

Geomorfologia:
A região está morfologicamente inserida na denominada depressão San-Franciscana, posicionada entre os chapadões sedimentares a oeste, e os terrenos cristalinos mais antigos, a leste. Neste contexto, o relevo regional é suavemente ondulado, com altitudes máximas que não excedem 1.100 m (o ponto mais elevado é a Serra de Ibiruçu, com 1.606,5 m, na divisa dos municípios de Caetanópolis e Paraopeba) e cotas mínimas observadas na represa de Três Marias (502m), em Felixlândia.
Localmente, no município de Papagaios, a altitude média varia de 680 a 720 m, situa-se na Serra de Boa Vista as altitudes máximas de 853 m. São as maiores elevações dentro do município de Papagaios.

Geologia:
Grossi Sad et al (2001) adotaram para a Província de Ardósia de Minas Gerais, o modelo estratigráfico, proposto por Costa e branco (1960), que leva em consideração a influência do tectonismo nos processos deposicionais do denominado Supergrupo Bambuí. Com pequenas modificações introduzidas por Grossi-Sad e Quade (1985) e Costa e Grossi-Sad (1987), formularam a noção da Província de Ardósia, onde as rochas Bambuí mantiveram-se horizontais ou próximas da horizontal. Esta zona estável (cratônica) é lateralmente limitada, a leste e oeste, por zonas instáveis (tectonizadas), dobradas e falhadas.
As propriedades físicas das ardósias (clivagem preferencial, dureza média, baixa porosidade, alta resistência mecânica, minerais constituintes resistentes ao intemperismo, etc) permitem sua ampla utilização como revestimento. Algumas impurezas como argilo-minerais, carbonatos e sulfetos, podem reduzir a durabilidade das ardósias.
Ardósias constituem, assim, um recurso mineral mundialmente conhecido e de largo emprego para edificações (como pisos e telhados, por exemplo) e para construção de imóveis, inclusive em países que aplicam rígidos padrões técnicos e ambientais na lavra e beneficiamento.

Solos:
Os solos têm suas características condicionadas, principalmente aos tipos litológicos sobre os quais atuaram os processos pedogenéticos. Os solos da região objeto são predominantemente os Latossolos, sendo de maior ocorrência o Latossolo Vermelho Amarelo Distrófico.

Recursos Hídricos:
A região está inserida na bacia hidrográfica do Rio São Francisco, sendo banhada pelos afluentes da margem direita no seu alto curso. Rio Pará e Rio Paraopeba são os principais, que banham a Província da Ardósia. Localmente, a área é drenada pelo córrego Estribeira (denominado no mapa do IBGE, como córrego Estivaria), que deságua na Pontinha e daí vai desaguar no ribeirão das Areias e este no Rio do Peixe e, posteriormente, no Rio Pará, pela sua margem direita. Esse rio, por sua vez, é contribuinte direto do rio São Francisco. O Rio Pardo também é um importante curso d’água dentro do município, com excelentes planícies nas suas margens, para agricultura. Ele é afluente do Rio Paraopeba, que banha a porção leste do município.
Com base nos dados publicados pela COPASA (Deflúvios Superficiais no Estado de Minas Gerais), a região apresenta uma boa disponibilidade hídrica superficial, com variação intranual pouco intensa, com cheias e recessões menos pronunciadas. A pluviosidade varia de 1.000 a 1.500 mm/ano, com predomínio de relevo plano a suavemente ondulado e terrenos argilosos com baixa capacidade de infiltração.

Vegetação:
A área da cidade de Papagaios insere-se na grande região florística do Brasil Central, caracterizando-se como área com predominância de cerrado, em suas diversas formações típicas pontuadas por faixas de Floresta Estacional Semi-Decidual, acompanhando as linhas de drenagem e os cursos d’água.
O cerrado é uma formação vegetal das mais importantes no Estado de Minas Gerais, estando condicionada, principalmente, ao tipo e profundidade do solo e pela atuação do homem, através dos desmatamentos e queimadas.

Hino à Papagaios

Papagaios, cidade que adoro
De onde vem tua ternura imortal?
Essa gente que acolhe em seus braços
Tem no peito um coração leal

Já faz tempo a Fazenda Morrinhos
Viu nascer em seu seio a cidade
Papagaios, distante daqui
Não encontro a felicidade

Quando uma luta pela terra
E almeja a liberdade
Sabe amar onde se nasce
Vê crescer soberana cidade

Papagaios, um sítio de pedras
Da ardósia a riqueza extrai
Em teu solo o leite derrama
Suas raízes o povo não trai

Vivo embalde a correr outros cantos
Pois não vejo onde vou igualdade
Papagaios, distante daqui
Não encontro a felicidade


Letra e Melodia por Alexandre Lacerda


Livro da História de Papagaios



Livro da História

Papagaio ou Papagaios?

Em citação no livro Dados para a História de Maravilhas, de Tasso Lacerda Machado, em 1832, por ocasião da criação da paróquia de Santo Antônio de Maravilhas, o Tenente José Aniceto Rodrigues organizou uma comissão para decidir o local da construção da capela e o povoado de Papagaio fez parte da lista juntamente com Maravilhas e Buriti dos Porcos.

O povoado de Papagaio passou a pertencer a Maravilhas quando esta passou a distrito de Pitangui, pela Lei nº 211 de 07/04/1841.

Pela Lei Estadual 556 de 30 de agosto de 1911, o povoado de Papagaio foi elevado à categoria de distrito de Pitangui, Pela Lei nº 1039 de 12/12/1953, Papagaio foi elevado à categoria de município e em 20 de janeiro de 1954 houve instalação oficial do município.

De acordo com a divisão administrativa do Estado de Minas Gerais autorizada pela Lei Estadual nº 2764 de 30 de dezembro de 1962, assinada pelo Governador José de Magalhães Pinto, o município de Papagaio ficou com o nome de Papagaios.

O nome Papagaio continuou sendo usado por toda a população durante muitos anos.

Em 20 de março de 1990 foi feita a Lei Orgânica do município e o artigo 5º, no capítulo II – caracterização do município mencionava: Art. 5º – o município de Papagaio, Estado de Minas Gerais, criado pela Lei nº 1039 de 12 de dezembro de 1953, divide-se administrativamente em áreas urbana, suburbana, povoado, zona rural.

No diploma da Lei Orgânica de 20 de março de 1990 está escrito: Câmara Municipal de Papagaios e assinado Papagaio.

Em 12 de junho de 2009 foi feita uma emenda à Lei Orgânica do Município de Papagaios, alterando entre outros o artigo 5°, no Capítulo II, que passou a ter a seguinte redação:
Art 5° – O Município de Papagaios, Estado de Minas Gerais, foi criado pela Lei Estadual n° 1039 de 12 de dezembro de 1953 com a denominação de Papagaio, passando a denominar-se Papagaios por força da Lei Estadual 2764 de 30 de dezembro de 1962.